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sábado, fevereiro 4, 2023

Reunião da Aliança Global de Líderes em Paris

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durante o Fórum “Dialogue of Continents”, em Paris, foi realizada a reunião da Aliança Global de Líderes (GAL) para Segurança Nuclear e Mundo Livre de Armas Nucleares, que reúne líderes políticos, diplomatas, especialistas, ganhadores do Prêmio Nobel da Paz e chefes de ONGs internacionais de 45 países.

No decorrer da sessão “Como evitar a guerra nuclear?”, os participantes discutiram os desafios da guerra na Ucrânia.

Em seu discurso, Angela Kane, ex-secretária-geral adjunta da ONU, enfatizou que a escalada nuclear tornou-se um cenário possível na atual crise geopolítica.

“Atualmente,existem dois riscos. O primeiro é a destruição da usina nuclear de Zaporizhzhia, resultando em uma catástrofe nuclear. O segundo cenário é a possibilidade da utilização de armas nucleares. Esse conflito subverteu todo o avanço que se manteve durante os últimos 60 anos no campo de controle de armas”, enfatizou a especialista.

Por sua vez, Urban Rusnak, ex-secretário-geral da Carta de Energia e Embaixador do Ministério das Relações Exteriores da República Eslovaca, observou que, à luz dos recentes eventos internacionais, as medidas tomadas pelo Cazaquistão sobre a desnuclearização voluntária são de particular valor.

“Asituação na Ucrânia, que, como o Cazaquistão, tinha potencial nuclear e passou pela desnuclearização, é particularmente preocupante. Até recentemente, era difícil imaginar que instalações de infraestrutura nuclear pudessem se tornar alvos de ataques”, destacou o palestrante.

Ariel Cohen, membro sênior e diretor do programa de energia e segurança (ITIC) da Atlantic Council, concentrou a atenção do público nas consequências de incidentes envolvendo reatores nucleares em uma zona de guerra. 

Se a segurança do reator nuclear de Zaporizhzhia for comprometida, haverá consequências catastróficas não apenas para a Ucrânia, mas para a segurança nuclear em geral. mecanismo internacional para garantir a segurança dos reatores nucleares está quebrado “, resumiu o especialista.

Ao avaliar a sessão, Kairat Abuseitov, um conhecido diplomata do Cazaquistão e membro da Nursultan Nazarbayev Foundation, observou que o Cazaquistão tem um exemplo único de desnuclearização voluntária.

O país possuía o quarto maior arsenal nuclear do mundo (em 1991). O Cazaquistão tinha o direito de ser um estado com armas nucleares. Mas escolheu um caminho diferente”, concluiu o palestrante.

Por fim, os participantes concordaram que a falta de vontade política para resolver questões de não proliferação nuclear preocupa ainda mais com a possibilidade de escalada e que a importância de plataformas de diálogo que possam restaurar a confiança mútua perdida entre estados nucleares jamais foi tão importante.  

A reunião da GAL foi realizada durante uma visita oficial do Presidente da República do Cazaquistão Kassym-Zhomart Tokayev à França. O Cazaquistão, que produz 42% do urânio mundial, desenvolve ativamente a cooperação com a França e a UE no campo do átomo pacífico e da não proliferação

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